Como eu escrevo software com LLMs: Um fluxo de trabalho prático multi-modelo
Em 10 de março de 2026, Stavros publicou o que pode ser o guia mais honesto e prático para construir software com grandes modelos de linguagem. Não é um artigo de hype. É um fluxo de trabalho real, testado em múltiplos projetos entregues.
O ponto de partida: Fazer coisas, não programar
Stavros faz uma distincção que reenquadra toda a conversa. Ele não se importa com programação como fim em si mesma. Ele se importa em fazer coisas. Os LLMs mudaram a equação ao aproximar a programação da construção direta.
Ele usou essa abordagem para construir e manter vários projetos: um assistente pessoal chamado Stavrobot, um dispositivo de notas de voz, um projeto de relógio-artístico e uma simulação de cidade pequena chamada Pine Town.
A arquitetura de três modelos
1. O modelo de planejamento (Arquiteto)
O primeiro modelo atua como arquiteto. Stavros passa até 30 minutos em conversação antes de escrever código. A instrução-chave: não comece a implementar até que eu aprove explicitamente o plano.
2. O modelo de desenvolvimento (Implementador)
Uma vez aprovado o plano, um modelo mais barato cuida da implementação. Este modelo tem liberdade limitada — executa o plano, não o redesenha.
3. Os modelos de revisão (Múltiplos revisores)
Após a implementação, Stavros passa o código por múltiplos modelos de revisão. Usa Codex, Gemini e Opus. A diversidade importa — diferentes modelos detectam diferentes problemas.
O humano escreve as instruções do agente
Stavros escreve as instruções do agente à mão. Não permite que um LLM gere seu próprio arquivo de habilidades. O humano define as restrições; os modelos executam dentro delas.
Onde funciona bem
O fluxo de trabalho multi-modelo funciona melhor quando Stavros já entende a stack tecnológica. Nesse contexto, os LLMs funcionam como um multiplicador de produtividade.
Onde falha
Em território desconhecido, o fluxo de trabalho funciona muito pior. Más decisões se acumulam. A dívida técnica de arquiteturas mal compreendidas é a mais cara de reparar.
Conclusões práticas
Separe planejamento de implementação. Use diferentes modelos para diferentes papéis. Diversifique seus revisores. Escreva suas próprias instruções. Mantenha-se em território familiar. Fique atento a erros acumulados.